Top 9 Jogos Produzidos por Hideo Kojima

Chegando de fininho com 9 clássicos produzidos por Hideo Kojima!

A ordem do dia é ficar à espreita! Neste Top 9, vamos comparar e analisar brevemente alguns jogos produzidos pelo maior rockstar da indústria: Hideo Kojima.

‘Criador de jogos autorais’ não seria uma forma exagerada de descrever o estilão de Kojima. Seus games costumam ser extremamente detalhados dentro do tema proposto, com uma pitada de humor, referências a filmes e valor de rejogabilidade alto.

Games do Hideo Kojima

Kojima é mais conhecido por ser o grande idealizador da série Metal Gear Solid, que naturalmente conta com a maioria das inclusões aqui na lista. Ainda assim, o cara encontrou oportunidade e inspiração para ramificar suas habilidades criativas. Começando com….

9. P.T. (Playable Teaser)

P.T. (Playable Teaser)

Muito comentado por seu potencial não-realizado e pelos turbulentos bastidores que o cancelaram, P.T. se tornou meio que uma lenda recente dos games. P.T. foi lançado como um teaser para uma sequência de Silent Hill que nunca aconteceu, em uma colaboração entre Kojima, o premiado diretor de cinema Guillermo Del Toro (vencedor do Oscar por A Forma da Água) e o ator Norman Reedus, que seguiu sua parceria com Kojima em Death Stranding.

P.T. é uma experiência aterrorizante e inesquecível, apesar do gameplay quase inexistente. O protagonista caminha pelos corredores de uma casa assombrada por… alguma coisa. Portas se abrem sozinhas, figuras aparecem de relance, e não há sequer um momento de alívio durante o passeio. Obrigado, mas não, obrigado.

Infelizmente, P.T. não está mais disponível para download, tendo até causado um aumento de preço e procura por PS4 usados que ainda possuem o teaser em seu HD.

Qual é, Konami? Deixa a gente jogar esse troço! Ou talvez não jogar, deixar bem guardado no fundo do armário cercado de água benta, enfim, deveria ser escolha nossa.

8. Metal Gear Solid V: The Phantom Pain

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain

The Phantom Pain troca o ritmo mais direcionado dos jogos anteriores por um sandbox ao estilo GTA, e a voz do protagonista por um astro de Hollywood: Kiefer Sutherland, o Jack Bauer da série 24 Horas.

Apesar das mudanças, o gameplay é excelente. Invadir bases e acampamentos inimigos nunca foi tão divertido como em MGSV. O controle é excepcional, os mapas são abertos e quase todos podem ser improvisados.

The Phantom Pain traz de volta a Mother Base, parte essencial de Peace Walker que envolve extrair e administrar soldados. Ao contrário do jogo para PSP, a base aqui é menos chatinha pra gerenciar. Itens podem ser fabricados durante as missões, e não há necessidade de distribuir o pessoal manualmente o tempo todo.

Ainda assim, maximizar o poder da Mother Base requer horas e horas de dedicação, um processo conhecido no universo dos games como grinding.

A relação entre Konami e Kojima já andava bastante desgastada, o que acabou afetando o desenvolvimento do jogo em vários aspectos. A história não foi finalizada como o designer queria, e o prólogo Ground Zeroes, que seria apenas uma das missões em Phantom Pain, foi arrancado da aventura principal e vendido separadamente.

Em termos gerais, no entanto, The Phantom Pain é ótimo. E Ground Zeroes vale a pena também, mesmo sendo beeem curto.

7. Zone of the Enders: The 2nd Runner

Zone of the Enders: The 2nd Runner

“Como um dos meus animes”, já dizia Otacon no Metal Gear Solid original. Zone of the Enders é um jogo de ação e luta que possui uma estética interessante, com robôs voando e perseguindo uns aos outros pelo céu.

O combate é acelerado, alternando tiro e golpes com espada, e a câmera faz acrobacias constantes para acompanhar os movimentos dos mechs.

Depois de um primeiro jogo meio desengonçado, a sequência finalmente atingiu o ponto certo da ação, equilibrando o ritmo da porradaria, aumentando o desafio e a variedade de objetivos, melhorando o controle e trazendo novidades bem-vindas como cenas anime desenhadas à mão.

6. Metal Gear Rising: Revengeance

Metal Gear Rising: Revengeance

Curtiu Raiden como um ciborgue ninja em Metal Gear Solid 4? Este jogo é pra você.

Desenvolvido pela Platinum Games, mestres do Stylish Action, Metal Gear Rising adota um conceito de ação completamente diferente do que se viu na série até então, mas nem por isso menos gratificante.

A única falha no Kojimismo de Rising é não ser tão rico em detalhes e easter eggs quanto os Metal Gear Solid principais. Mas o foco aqui é mergulhar e se aprofundar no combate.

5. Death Stranding

Death Stranding

‘Um simulador de andança’ foi a impressão comum na época do lançamento de Death Stranding, a mais recente e divisiva criação de Hideo Kojima.

Particularmente, eu tive uma experiência mais envolvente que aquela dos memes. Death Stranding é um jogo sobre encurtar distâncias – tanto físicas quanto emocionais – e essa ideia é bem desenvolvida através dos personagens e do design.

O mapa em Death Stranding foi criado para chegar o mais próximo possível de uma sensação de realidade: um pequeno morro, um riacho, o relevo das superfícies em geral exigem que qualquer distância seja percorrida com calma e sabedoria.

Para isso, o jogo disponibiliza uma variedade de ferramentas e veículos como escadas, cordas, caminhões e até tirolesas, e o jogador fica encarregado de planejar o seu caminho e atravessar cada obstáculo com segurança.

O game também incentiva a comunidade online a juntar seus esforços para financiar a construção de pontes e deixar itens pelo caminho que podem ser utilizados por outros jogadores. Ao contrário da maioria dos títulos de PS4, Death Stranding não exige assinatura de PlayStation Plus para jogar online.

Death Stranding ainda conta com uma trilha sonora belíssima, e o design do mundo imaginado por Kojima é de tirar o fôlego. O elenco também é todo estrelado: além de Norman Reedus, que mencionamos já, Léa Seydoux, Mads Mikkelsen e Margaret Qualley emprestam imagem e voz aos personagens desta épica jornada.

4. Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots

Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots

Pecando apenas pela quantidade excessiva de cutscenes – uma delas com uma hora de duração! –, Guns of the Patriots faz de tudo e mais um pouco para agradar aos fãs incondicionais de Snake e cia.

Quase todas as pontas da complexa trama são amarradas, e o jogo tem tantas referências e homenagens à série que não seria possível fazer nem um Top 90 delas.

Sente-se, relaxe e aproveite a aventura final de Solid Snake… talvez até com um balde de pipoca e refri na mão!

3. Metal Gear Solid

Metal Gear Solid

Qualquer um dos três primeiros colocados aqui tem cacife pra ser o campeão.

O gameplay no Metal Gear Solid original pode não ser tão avançado quanto em outros jogos da lista, e os gráficos da era PS1 não são dos mais aprazíveis hoje em dia. Mas o game fez história com uma reinvenção eficaz do stealth, usos criativos da mídia (“O código está atrás da caixa do CD!”), cenários de ação empolgantes e atuações de voz impecáveis.

É, para todos os efeitos, um dos grandes clássicos dos games.

2. Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty

Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty

Metal Gear Solid 2 representa talvez a maior evolução entre dois jogos em toda a franquia.

Tanto a mecânica de stealth como a de tiro foram nitidamente aprimoradas, com mira em primeira pessoa, a possibilidade de carregar e esconder corpos, armas tranquilizantes, entre outros.

A trama do jogo é um tanto controversa – sem spoilers! –, mas acredito que Kojima merece um voto de confiança nesse caso, pois a história não funcionaria tão bem de outra forma.

1. Metal Gear Solid 3: Snake Eater

Metal Gear Solid 3: Snake Eater

O terceiro jogo da série conta, na verdade, uma história anterior ao primeiro. A atenção aos detalhes é impressionante: da selva soviética à tecnologia da década de 1960, além da Guerra Fria como pano de fundo, todos os aspectos de Metal Gear Solid 3 foram cuidadosamente encaixados na realidade da época.

Metal Gear Solid 3 abraça a ideia da luta pela sobrevivência como peça-chave no gameplay: Snake precisa caçar, tratar suas próprias feridas e se camuflar para manter sua presença oculta. ‘Snake Eater’ não poderia ser um título mais apropriado.

É importante ressaltar que a versão Subsistence (também lançada em HD) é a definitiva de Metal Gear Solid 3, incluindo principalmente a opção de controle livre da câmera.

É isso! Vamos torcer para que Hideo Kojima continue criando suas obras inspiradas e, quem sabe, pra Konami devolver o P.T. pra galera, né? Enquanto isso não acontece, sugiro pros fãs de PS4 que tentem preencher esse vazio assustador com Resident Evil 2 Remake, que ficou excelente.
“!”
Até mais!

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