Top 9 Games Retrô de Super-Heróis

Vamos ranquear alguns dos melhores games de super-heróis anteriores à era da alta definição!

Nosso primeiro Top 9 vai destacar os melhores games retrô protagonizados por super-heróis. Os super-heróis vêm dominando o universo do entretenimento há algumas décadas, graças especialmente ao estrondoso sucesso das propriedades Marvel e DC no cinema.

Antes da era HD, os heróis também costumavam aparecer nos games com frequência, mais enraizados em suas origens dos quadrinhos – ou versões em desenho animado que vez ou outra ficavam em evidência. Será que o seu herói favorito arrumou um lugar na lista?

Bora!

Games antigos de super-heróis

Só um mini esclarecimento: como tantos outros artigos de lista na internet, a ideia aqui é divertir sem levar isso tão a sério! Cada pessoa tem a sua experiência e sua própria escala de avaliação, e é claro que lista nenhuma vai bater 100% com o gosto do outro.

Além disso, eu sempre procuro incluir o máximo de variedade possível nas listas, então não se surpreenda se tal série aparecer com poucos representantes.

9. Mighty Morphin Power Rangers: The Fighting Edition

Mighty Morphin Power Rangers: The Fighting Edition

O primeiro jogo da lista não faz muito mais que o feijão com arroz, mas merece espaço por ter sido uma grata surpresa para os fãs dos Power Rangers originais.

Desenvolvida pela Natsume, empresa conhecida por games com apresentação vibrante e mecânica criativa, esta versão de Power Rangers coloca os gigantes robôs Megazord para lutar contra alguns dos vilões mais marcantes da série.

Não que o jogo tenha qualquer intenção de bater de frente com Street Fighter 2 nem nada do tipo, mas a mecânica é sólida o bastante, os personagens são variados, e há até uma barra especial que fortalece os golpes se o comando for ativado com o timing certo.

The Fighting Edition não só fez jus à marca Power Rangers como também serviu como base para outra joia licenciada da Natsume, Gundam Wing: Endless Duel.

8. Spider-Man & Venom: Maximum Carnage

Spider-Man & Venom: Maximum Carnage

Não importa o contexto em que Max Carnage seja recomendado, é sempre necessário acrescentar um pequeno aviso: a dificuldade deste beat-‘em-up é brutal, injusta, enfurecedora ou qualquer outro adjetivo que você consiga pensar antes de ter sua cabeça esmagada por um super-vilão aqui.

Os chefes lêem seus movimentos, enquanto os protagonistas quase não têm prioridade de colisão contra ataques inimigos. Esta é, com certeza, uma daquelas experiências em que a gente deve entrar esperando uma certa dose de frustração.

Bem, com isso fora do caminho…
… o jogo é bem divertido. Spider-Man e Venom possuem uma variedade de poderes com pesos e valores únicos para cada personagem, e passam por rotas separadas até o confronto final com Carnage.

A ação é complementada por efeitos de onomatopéia típicos dos quadrinhos (SOC!), e uma das trilhas sonoras mais inspiradas da era 16-bit, composta pela banda de rock Green Jellÿ.

7. Teenage Mutant Ninja Turtles III: The Manhattan Project

Teenage Mutant Ninja Turtles III: The Manhattan Project

Às vezes a gente esquece que as Tartarugas Ninja também são super-heróis, né? Elas surgiram nos quadrinhos, inclusive, lá na década de 80. Parece que foi ontem…
… oi? Só acontece comigo mesmo? Ah, esquece. *inserir emoji de senhor*

Em TMNT 3, as férias das Tartarugas são interrompidas por mais um esquema maligno do Destruidor, que pretende transformar a região de Manhattan em uma ilha flutuante, e… fazer alguma coisa com isso.

A pancadaria começa já no meio do descanso dos heróis, que são atacados ali mesmo na praia pelo Foot Clan.

The Manhattan Project é um beat-‘em-up clássico, como o seu antecessor, e traz novidades bem-vindas como o golpe de alavanca e um especial exclusivo para cada Tartaruga.

O jogo tem seus problemas de ritmo e distribuição de inimigos, mas é uma ótima sequência com uma trilha sonora rica e inesquecível.

Jake Kaufman, compositor de games como Shovel Knight e Shantae, considera a música de TMNT 3 como uma de suas principais influências. Legal ver esse tipo de reconhecimento por um projeto tão antigo.

6. X-Men: Mutant Apocalypse

X-Men: Mutant Apocalypse

Surfando na onda da licença Marvel, a Capcom resolveu apostar em X-Men: Mutant Apocalypse, jogo exclusivo para o SNES que surpreende com uma mistura de gêneros: plataforma, beat-‘em-up e um toque de Street Fighter nos comandos dos heróis. Wolverine, Psylocke, Gambit, Cyclops e Beast enfrentam a ameaça de Apocalypse, inicialmente em cinco fases confeccionadas para as habilidades de cada mutante.

Os protagonistas e seus poderes são bem representados, como o Fera, que consegue caminhar tranquilamente de ponta-cabeça nos tetos e embaixo das plataformas.

Há também uma ‘meia-sequência’ de Mutant Apocalypse chamada Marvel Super Heroes: War of the Gems.

O design desse último não é tão bem encaixado quanto o de X-Men, mas o jogo tem ideias interessantes, como a possibilidade de usar qualquer herói desde as primeiras fases e obter as disputadíssimas Jóias do Infinito.

Eu curto os dois, mas Mutant Apocalypse é um pouco mais bem apessoado, como se diz por aí.

5. Batman Returns (SNES)

Batman Returns (SNES)

Mais um beat-‘em-up da Konami, com controle e feedback excepcionais.

Todos os golpes à disposição de Batman são úteis e respondem bem, as interações com os inimigos são divertidas (cabeça x cabeça!), e o design de som é tão fantástico que a gente sente o impacto até do soco mais fraquinho.

É um contraste evidente com Final Fight 2 e 3, por exemplo, que são bons jogos, mas nos quais o feedback dos golpes soa abafado demais.

Uma pena que os segmentos em plano ‘chapado’ e do Batmóvel são tão claramente menos elaborados que a porradaria tradicional.

Mas no geral, Batman Returns é um dos melhores exemplos de uso de licença em qualquer geração de games.

A história e a apresentação são fiéis ao material de origem – no caso, o filme –, e é palpável também o esforço da Konami para que esse projeto não caísse no marasmo de tantas outras propriedades licenciadas que não oferecem nada além do mínimo.

4. Marvel vs. Capcom 2

Marvel vs. Capcom 2

A série Versus atinge o ápice do caos com Marvel vs. Capcom 2, um dos jogos mais populares do gênero.

Todos os lutadores da série retornam, desde a origem da fórmula em X-Men: Children of the Atom, e se juntam a alguns novos integrantes para lutas com três (!) personagens por equipe.

A ação é absolutamente maluca, com heróis entrando e saindo da tela a cada segundo, combos gigantescos e um poder mais impossível que o outro. Se por algum acaso você já se perguntou quem sairia vitorioso em uma luta entre Jill Valentine e Venom, a resposta está aqui, incrivelmente.

O destaque – positivo ou não, dependendo da sua tolerância – fica por conta da trilha sonora, um jazz que quer te levar para um passeio, quer te levar para um passeio, quer te lev…

3. Viewtiful Joe

Viewtiful Joe

Os desenvolvedores de games também são loucos por super-heróis, e não há exemplo mais claro disso que Viewtiful Joe. Idealizado por Hideki Kamiya, criador da série Devil May Cry, Viewtiful Joe nos faz embarcar em uma aventura de proporções, vamos dizer, cinematográficas.

O jogo possui um conceito viciante que o torna diferenciado até hoje: a habilidade de acelerar ou desacelerar o tempo, como em uma sala de edição de filme.

Todos os golpes e inimigos são influenciados por essa mecânica, e o desafio do game consegue acertar o ponto ideal entre a descoberta livre dos efeitos de tempo e o design mais direcionado em cada fase.

Henshin A Go Go, Baby!

2. Batman: The Video Game (NES)

Batman: The Video Game (NES)

Talvez o primeiro grande jogo baseado em um filme, Batman: The Video Game segue a história da obra de 1989 de Tim Burton, usando até mesmo as imagens dos atores principais em algumas cenas.

Logo de cara, porém, o game abandona qualquer semblante de trama para mergulhar na ação pura. Batman parte em busca de Vicki Vale equipado com seu cinto de utilidades e, mais importante, socos.

Sério, o Batman soca a galera aqui com tanta fúria que talvez nem teria sido necessário trazer outras armas.

As fases são construídas cuidadosamente, com impecável equilíbrio entre inimigos e plataformas, e o desafio não chega a ser irritante.

A apresentação visual e de som do game continua fenomenal até hoje, com efeitos de sombra e animação de tirar o fôlego, e a trilha no inconfundível estilo 8-bit da Sunsoft.

Também foram produzidas versões do jogo para Genesis e Game Boy, mas essas não chegam perto do irmão mais famoso no Nintendinho.

1. Teenage Mutant Ninja Turtles IV: Turtles in Time

Teenage Mutant Ninja Turtles IV: Turtles in Time

Cowabunga!

Turtles in Time é, sem dúvida, o game mais essencial e icônico da franquia TMNT. Os quatro heróis possuem diferenças mais notáveis em relação aos jogos anteriores, os golpes são extremamente divertidos (quem não curte arremessar o inimigo em direção à tela da tevê?), e o ritmo da ação é tão frenético que não tem como enjoar das lutas.

As fases variam bem dentro do tema de viagens no tempo.

Destruidor, estraga-prazeres como sempre, decide banir as Tartarugas do presente, enviando-as de cavernas pré-históricas até o clímax em uma base espacial futurística.

O jogo ainda conta com a qualidade de som e visual que só a Konami dos anos 90 poderia realizar.

Além de ser uma obra-prima do gênero, Turtles in Time também se destaca como um dos melhores games de super-heróis da era retrô.

Bem, então é isso! Muitos clássicos ficaram de fora, infelizmente, como a versão original de TMNT para arcade. Mas acredito que essa lista conseguiu trazer um pouco do melhor dos super-heróis nos games antes da era HD. Conforme novos (e “novos velhos”) jogos forem descobertos, podemos eventualmente atualizar a lista.

Se quiser ler mais sobre um super-herói do universo dos games, veja a nossa retrospectiva sobre a série Mega Man X!

Até a próxima!

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