A Fortuna de DuckTales

DuckTales, woo-oo! Vamos caçar uma aventura com o pato mais cheio da grana dos desenhos

DuckTales foi um dos carros-chefe da produtiva colaboração entre Disney e Capcom no início dos anos 90, passando à frente de produções estreladas por Mickey Mouse.

O clássico jogo de plataforma do Nintendinho segue o Tio Patinhas em sua busca por tesouros espalhados pelo planeta, e até um ou outro fora dele.

Vamos relembrar? Bem-vindos a mais uma sessão Nostalgia!

Um senhorzinho acrobático

DuckTales 00

A mecânica de DuckTales gira em torno da bengala do Tio Patinhas, que impulsiona o protagonista com pulos mais altos, pode puxar objetos e até ser usada como taco de golfe.

O gameplay é simples, mas acredite, é suficiente para solidificar DuckTales no rol de jogos viciantes do NES.

O feedback dos golpes e pulos é impecável, e as fases e inimigos interagem bem com as habilidades do tio chique.

Tá tudo em casa

DuckTales 01

A estrutura, a física e o design das fases são claramente inspirados na série Mega Man, da própria Capcom, apesar de DuckTales enfatizar mais a exploração e menos o desafio de chegar até a sala do chefão.

São apenas cinco fases, escolhidas em qualquer ordem e eventualmente revisitadas: Amazônia, Himalaia, Transilvânia, minas africanas e a Lua. No final de cada área encontra-se um dos cinco raros tesouros que (por ora) devem satisfazer a ganância do velhinho aventureiro.

Zerar DuckTales não demora mais de uma hora na primeira experiência, nem metade disso em replays. Mas o jogo tem uma carta na manga para compensar sua curta duração.

Por uma piscina de moedas maior

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Diamantes e outros tesouros encontrados durante o jogo são adicionados a uma contagem geral. Parece um sistema de pontos comum, né? Mas ao contrário da maioria dos jogos da era retrô, os pontos em DuckTales influenciam diretamente o desfecho da história.

Para conquistar o final mais feliz, o zilionário precisa juntar acima de 10 milhões de dólares, tarefa nada fácil se considerarmos que as fases só podem ser rejogadas uma vez cada – com auxílio do simpático Capitão Bóing. Todos os mapas exigem exploração total para que seja atingida a meta de score.

Com isso, aquela meia hora de jogo pode se transformar em duas horas ou mais. A estratégia é mais cautelosa, racionar vidas é imprescindível, e áreas fora do caminho até o guardião da fase passam a ser obrigatórias. É uma maneira eficaz de acrescentar valor de rejogabilidade sem taaanto conteúdo assim.

Há também um final ‘triste’ se zerarmos o jogo com a impressionante quantia de $0, que requer desviar o máximo possível de tesouros e sacrificar dinheiro por energia.

Sonora alegria

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Os gráficos em DuckTales são ótimos, mas o destaque na apresentação mesmo é a música.

O tema principal (woo-oo!) é tão pegajoso em formato chiptune quanto o original com letra, e a música na fase da Lua fez tanto sucesso que até a nova série de TV a incorporou em uma adorável canção de ninar. Procurem Della’s Lullaby!

Remake fiel e aprovado

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O jogo recebeu um makeover completo em 2013 com DuckTales: Remastered, que redesenhou os sprites em cenários 3D e acrescentou duas fases novas.

E a trilha, que já era belíssima, conseguiu a façanha de ficar melhor ainda com os remixes de Jake Kaufman.

Se você curte o original e não se importa em gastar com uma versão moderna que dura praticamente a mesma coisa, vale a injeção de nostalgia.

E aí, DuckTales é o seu preferido da parceria Capcom-Disney, ou talvez Rescue Rangers? Ou The Little Mermaid, The Magical Quest? Tá louco, é jogo bom demais. Compartilhe conosco!

Quer mais Nostalgia no Nintendinho? Confira nosso artigo sobre o shooter Life Force, da Konami.

Até mais!

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